22-03-2016

A classe operária e o povo pobre do Brasil não têm nada a ver com nenhum dos partidos patronais, nem com a burguesia e os políticos ladrões do PT, do PMDB e do PSDB. Os interesses da classe operária e dos explorados também não estão representados nesta casta de juízes comandada por Wall Street. Nenhum deles nos representam

Para enfrentar a reação a CUT, CTB, MST, MTST e todas as organizações operárias e populares de luta devem romper o submetimento ao estado e romper todos os acordos assinados pela patronal escravista e as transnacionais
A CLASSE OPERÁRIA DEVE INTERVIR DE FORMA INDEPENDENTE

Temos que parar o ataque de Dilma e do PT contra a classe operária e os explorados!
Temos que derrotar a reação burguesa da oposição e a justiça comandada por Wall Street!

DEVEMOS EXPROPRIAR OS EXPROPRIADORES!
É PRECISO EXPULSAR O IMPERIALISMO! FORA O FMI!
É PRECISO CONQUISTAR A GREVE GERAL!

ABAIXO O PACTO SOCIAL!
É PRECISO ROMPER O SUBMETIMENTO AO PT
A CSP-Conlutas deve romper sua passividade e lutar por esta perspectiva

NEM DILMA-LULA, NEM AÉCIO, NEM CUNHA, NEM MORO
ELES NÃO NOS REPRESENTAM!

QUE VÃO TODOS, E QUE NÃO FIQUE NENHUM!

O Brasil será socialista ou será colônia de Wall Street

 

A nova ronda do crack mundial golpeou duramente os BRICS, e esse marasmo da economia que sacode os explorados do mundo, golpeia o Brasil com uma recessão acelerada, que foi lançada sem piedade, sobre a classe operária e os explorados do campo e da cidade por parte do governo de Dilma-Temer. O PIB brasileiro caiu 4% o ano passado e este ano vai continuar retrocedendo. São mais de 1,5 milhões de demissões só em 2015, mais de 100 mil trabalhadores são despedidos por mês, há 9 milhões de trabalhadores procurando emprego, e já são 30 milhões de explorados que ficaram por fora da produção. Estão cortando todos os orçamentos do estado para pagar o FMI, pretender fechar escolas, universidades, hospitais, o preço do transporte não para de aumentar; a infraestrutura está totalmente obsoleta, as pontes caem aos pedaços, as obras do PAC não foram finalizadas, os reservatórios de água (no país com o maior volume de água do mundo) estão funcionando abaixo da metade de sua capacidade ou com volumes mortos, deixando milhões de explorados sem água.

Mas, diante dessa catástrofe que deixa a classe operária e os explorados nos piores dos infernos, todos definiram uma saída. As transnacionais ficaram com tudo e estão levando tudo, a burguesia local se prepara para fazer negócios com as transnacionais, com EUA e com a UE, e por isso é decisivo para os exploradores impor um brasil maquila. Por isso o governo leva adiante o plano do grande capital de forma exemplar e nomeiam Lula como Ministro da Casa Civil não somente para que ele se livrasse da cadeia, mas também para que ele seja quem avance em terminar de impor o ataque, diante de uma Dilma totalmente desprestigiada. Os exploradores se organizaram, fecharam fileiras e levam adiante um plano preciso para a classe operária pagar os custos da crise.

As direções do Fórum Social Mundial submeteram a classe operária no Brasil, e no conjunto da América Latina aos governos bolivarianos, e estes bolivarianos, como toda burguesia nativa, não foram mais que um bando de burgueses rapineiros que roubaram tudo e que deixaram as nações latino-americanas totalmente espoliadas e submetidas ao imperialismo, quer dizer, aos bancos, à bolsa de valores, em outras palavras, à Wall Street que maneja a maior parte da força produtiva da América Latina, e de quem os bolivarianos foram fiéis serventes.
Da mesma forma que o governo Dilma ataca a classe operária brasileira, Kirchner, como pagadora em série da dívida externa entregou 6,5 bilhões de dólares ao Clube de Paris, os pagou 200 bilhões de dólares a banca imperialista e indenizou a Repsol por 5 milhões de dólares, depois que esta empresa saqueou o petróleo do país e travestiu isso de “nacionalização da YPF”, e hoje Macri vem para terminar de passar o ataque e reconquistar um regime forte, depois que acabaram de expropriar a revolução que começou em 2001. Evo Morales penhorou os hidrocarbonetos da Bolívia em Wall Street. E Maduro lança um feroz gazolinazo esfomeando a Venezuela, atacando os mineiros e os operários de Sidor.

O governo antioperário e pró-imperialista de Dilma-Temer (PT-PMDB), continuidade do governo de Lula-Alencar (PT-PL) garantia a especulação dos parasitas imperialistas que conseguiam empréstimos da Reserva Federal Norte-americana com uma taxa de 0,5% de juros, e os injetavam no Brasil com juros entre 11 e 12%, com o que saquearam o país com a especulação fiscal e imobiliária. As grandes construtoras tomavam empréstimos usureiros para financiar suas obras com o PAC, que em sua maioria estão paralisadas e sem finalizar. Esse foi o chamado “milagre brasileiro”, um enorme negócio para o imperialismo e a patronal escravista que teve “ordem e progresso”, garantido pelo Pacto Social com a burocracia pelega, e para o proletariado significou um inferno total: fome, demissões, perda de conquistas, massacre, perseguição e cadeia.

O PT e a CUT custaram sangue, suor e lágrimas dos trabalhadores,
e hoje são os responsáveis da maior catástrofe do país

O PT e a CUT, como fundadores dessa internacional contrarrevolucionária que é o Fórum Social Mundial, cumpriram um enorme papel na defesa dos interesses dos exploradores como verdadeiros carcereiros no interior da classe operária. E hoje são os responsáveis de aprovar a “Lei Antiterrorista” com a que preparam uma feroz ofensiva sobre o movimento operário em toda regra, e determinando que será preso todo aquele que pretenda lutar, ninguém pode dizer o contrário.

É que das entranhas do PT surgiu uma burguesia ávida de negócios... mas devemos dizer a verdade, o que pretendem mostrar como “esquemas de corrupção” são situações normais entre a burguesia, assim atuam as classes possuidoras. São comissões recebidas na divisão dos enormes negócios que significaram o saque do país e que o imperialismo outorgava aos bolivarianos, em troca de que estrangulassem a revolução no continente americano durante os primeiros anos do século XXI. As mesmas transnacionais e a patronal escravista que hoje protesta contra o PT, foi a que corrompeu seus principais dirigentes, que hoje se tornaram uma burguesia entreguista, com enormes negócios ligados às transnacionais imperialistas.

Hoje chegamos ao crepúsculo do PT, com setores da classe operária submetida a esta burguesia rapineira que afundou o país, pelo papel das direções pelegas que levantaram que “existe um golpe da direita em curso”, mobilizando sua força para blindar este governo infame, quando é ele o que aplica o plano do imperialismo.

Porque não se trata de uma “burguesia progressiva” atacada por uma “burguesia reacionária”, mas sim de uma guerra da burguesia contra o proletariado e os explorados, comandada pelo imperialismo. Mais ainda, se “existe um golpe em curso” deve-se preparar a classe operária para enfrentá-lo nas ruas, unificando sua luta com todos os setores e acaudilhando os explorados contra o imperialismo. Se “existe um golpe em curso” deve-se dizer claramente que as transnacionais e o imperialismo estão por trás e vem por tudo, e que devemos romper todos os acordos assinados com eles, começando os assinados com a GM, Volks, Mercedes Benz, etc. Se “existe um golpe em curso” devemos expulsar as transnacionais do Brasil e reconquistar a Petrobras, a Vale e a Embraer nacionalizadas, sem indenização e sob o controle operário, definitivamente deve-se chamar a classe operária a atacar a propriedade das transnacionais, seus bancos, etc.
Porque se “existe um golpe em curso” seus artífices são o imperialismo e suas transnacionais, posto que para os marxistas revolucionários em uma semi-colônia como é o Brasil, as duas classes fundamentais que se enfrentam são o imperialismo e a classe operária. Por isso insistimos que se “existe um golpe em curso” no Brasil, a CUT, MST, MTST, UNE, CTB, Intersindical, etc. devem colocar todas suas forças para atacar a propriedade imperialista e de toda burguesia. Por isso se trata de colocar todas as forças para esmagar a reação e começar a organizar a base do exército contra a oficialidade, para colocar o armamento a favor dos trabalhadores e da revolução.
Insistimos, não consideramos que exista “um golpe em curso”, mas, se é assim as organizações operárias que consideram que um golpe realmente esta em curso, se querem enfrentá-lo devem levantar: “Fora o imperialismo! Não ao pagamento da fraudulenta dívida externa e imposto às grandes fortunas! Greve Geral para lutar como um só punho contra as transnacionais e a burguesia! Abaixo todos os acordos com as transnacionais sem pagamento e sob o controle operário dos trabalhadores!”
Não levantar sequer este programa, demonstra que a política das direções destas organizações está a serviço se sustentar ferreamente o PT, para que seja ele que passe o ataque até o final contra a classe operária. Esse é o nefasto papel do Pacto Social sendo levado até o final.

Enquanto todos sustentam o governo de Dilma para que ataque duramente a classe operária e os explorados, para impor um Brasil maquila
A justiça sob o comando dos maiores delinqüentes do mundo, como são Obama e Wall Street, quer dar a este regime podre uma máscara de “anticorrupção”

Estados Unidos voltaram pelo seu quintal, ficaram com Cuba através da nova burguesia castrista, e disto se trata a visita do carniceiro Obama a Cuba e Argentina nos próximos dias. Ainda que todo o stalinismo e o conjunto da esquerda reformista queiram ocultar, a restauração capitalista em Cuba é um enorme golpe contrarrevolucionário contra a classe operária latino-americana, e é essa ofensiva a que se desenvolve em todo o continente e que hoje também se sente no Brasil.
Na Cúpula das Américas no panamá em 2015 Obama definiu que todos devem atuar como a burguesia castrista que não somente entregou o estado operário cubano aos ianques, à Coca-Cola e à Cargill, mas que também fez de Cuba uma Zona Franca com o Porto de Mariel para impor um verdadeiro TLC em Cuba e em todo o Caribe. E contra a lógica do reformismo, a verdade é que o que provoca a ofensiva sobre a classe operária e o afogamento das massas, não são os caprichos da reação, mas sim a decomposição do sistema capitalista. Este é o fato que todo o reformismo oculta e tergiversa, e é este o fato fundamental que todo operário deve assimilar, se não quer ser enganado com frases vazias. É que o capitalismo não só não pode dar aos trabalhadores novas reformas sociais, nem sequer pequenas esmolas, mas sim que se vê obrigado a tirar o que deu antes.

Esta disputa que se desenvolve entre a burguesia opositora e do PT, que colocou a Justiça Federal como árbitro, não faz mais que acelerar os tempos para definir quem fica com os negócios e quem fica por fora deles, mas principalmente que é o imperialismo quem ficará com tudo e que ele quem faz a divisão. Mas o que todos ocultam é, quem comanda o ataque e quem o aplica?

Como dissemos, é o imperialismo de Wall Street quem vem cobrar e é ele que está controlando milimetricamente a casta de juízes personificada em Moro. Assim o imperialismo, através da justiça, se prepara para jogar fora, tal qual limões espremidos, a seus velhos agentes bolivarianos e também jogará fora seus intermediários das burguesias industriais do Brasil que se enriqueceram as custas de empréstimos usureros e já não são tão rentáveis, como é o caso da Odebrecht, da OAS, a Camargo Correia, etc., para ficar com o negócio diretamente eles.
E todos que defenderam e submeteram a classe operária aos bolivarianos como “antiimperialistas”, ficam tensos com essa situação. O imperialismo vem por tudo, Dilma se ajoelha e entrega o país sem piar, quanto mais e mais Dilma avança em atacar, mais e mais o imperialismo quer joga-la fora, é assim que o grande capital age com seus serventes, e diante do desprestigio de Dilma manda Lula ocupar a Casa Civil para que leve adiante o plano.
É que Wall Street
e o “Bush tingido” de Obama, já definiram que têm que recolonizar a América, ficam com Cuba e vem por tudo, consideram que já não existe o fantasma da revolução proletária e já não precisam de governos que flertem com o povo e os que têm que pagar comissões maiores pelos seus serviços prestados. Querem encarcerar Lula e toda sua família, enquanto à Dilma querem impor um julgamento político e pressioná-la com ameaças de Impeachment.
Sem dúvida estes serventes do imperialismo seguem de joelhos e dispostos a fazer tudo o que seu amo Obama e Wall Street determinem. É que como toda burguesia nativa antes de chamar a classe operária a se sublevar, antes de romper com o imperialismo, antes de chamar os trabalhadores a ocupar o centro da cena, preferem se dar um tiro, como fez Allende, ou se deixar encarcerar como fez Chávez em 2002. É que sabem que se chamam a classe operária e os camponeses pobres atacar as transnacionais imperialistas, cedo ou tarde, também correm o risco de perder a sua propriedade. São burgueses e entre eles cuidam muito bem da propriedade e principalmente das de seu amo Wall Street.

A conclusão a que as classes exploradoras chegam é: que os trabalhadores e os explorados do campo e da cidade paguem por esta crise e que sejam Lula e Dilma os que imponham assentados no podre Pacto Social com a burocracia pelega da CUT, CTB, NCST, etc., que impõe a ruptura da aliança operária e popular. Assim fortalecem a oposição, que ganhou as classes médias (que eles mesmos arruinaram) para usá-las como base de sua disputa atrás dos lemas de “justiça, anticorrupção e segurança”, para se preparar para levar até o final o plano de ataque que hoje é Dilma quem aplica.
Os exploradores definiram uma saída esmagando as massas, a burocracia pelega garante que apliquem o plano atando as mãos da classe operária, a burguesia opositora se prepara para entrar nos negócios, todos definiram uma saída, a burguesia está ganhando terreno, ganha as ruas, ganha tempo e ataca os trabalhadores! BASTA DE QUE SEMPRE GANHEM OS EXPLORADORES! DEVE-SE ROMPER O SUBMETIMENTO DA CLASSE OPERÁRIA AO PT E A TODA BURGUESIA RAPINEIRA!

Em 2013 o chicote do capital tendia a unificar as fileiras da classe operária com as classes médias em uma verdadeira aliança operária e popular
A política de submetimento do Fórum Social Mundial a Lula e Dilma rompeu essa aliança, deixou a classe operária impotente e as classes médias como base da burguesia opositora

Quando é esta a situação que se desenvolve, as mesmas direções que com justiça eram expulsas das manifestações de 2013 ao grito de “eles não nos representam! ” e que caluniaram as massas que saíam às ruas de fascistas, hoje jogam seu papel até o final e sob o lema de “contra o golpe, defendemos a democracia” submetem a classe operária ao governo de Dilma.

A classe operária como subproduto dos combates revolucionários dos comitês de fábrica do final dos anos 70 e princípios dos 80 colocava em pé o Partido dos Trabalhadores e organizava a Central Única dos Trabalhadores. Depositou ali todas as suas esperanças e hoje pela política da burocracia pelega, a igreja e da esquerda reformista, se converteram no maior lastro para a classe operária e os explorados do Brasil.
Isto não somente fortalece a ala ultradireita da burguesia, sustentada pela FIESP, FIERJ, que leva setores a levantar consignas ultrarreacionárias e colocar nas ruas setores protofascistas que pedem a volta da ditadura, senão que deixa o caminho livre ao próprio PT para que passe o ataque contra a classe operária até o final.
A situação se polariza a tal ponto que podemos ver nas marchas do Rio de Janeiro, nas ruas dos bairros burgueses de Copacabana e nas marchas em São Paulo, jovens fascistas chamando os militares, saindo às ruas com imagens de negros e mendigos enforcados, casais burgueses que saem às ruas com suas empregadas carregando seus filhos, etc. É que as camadas altas da pequeno burguesia já começam a colocar-se como base direta desta ala ultra-reacionária.

Trotsky definia em “Aonde vai a França” que: “A pequeno burguesia se distingue por sua dependência econômica e sua heterogeneidade social. Sua camada superior toca imediatamente a grande burguesia. Sua camada inferior se mescla com o proletariado e chega a cair inclusive no estado de lumpenproletariado. Conforme sua situação econômica, a pequeno burguesia não pode ter uma política independente. Oscila sempre entre os capitalistas e os operários. ”

Os partidos reformistas que sustentam o PT e o acompanharão até a tumba, com frases vazias de “luta pela democracia” escondem sua falência e sua rendição. Mas a classe operária não se rendeu, continua tentando sair a luta e responder o ataque dos capitalistas, podemos ver com os metalúrgicos de Campinas e Hortolândia ocupando a planta da Mabe diante da chantagem da quebra da patronal, vemos os trabalhadores sem teto que seguem em luta, ocupando prédios ociosos e que não se rendem diante do ataque do estado, que quer submetê-los com cárcere e perseguição. Os trabalhadores não se renderam, quem se rendeu foram suas direções.

 

Basta de submeter a classe operária a seus carrascos!
É preciso romper o submetimento da CUT, do MST, do MTST e de todas as organizações operárias e de luta ao PT
A CSP-Conlutas e o Espaço de Unidade de Ação devem passar das palavras aos fatos

As direções pelegas da Força Sindical e da UGT estão submetendo os trabalhadores à oposição burguesa do PSDB. Por sua parte a burocracia da CUT, CTB fecham fileiras e chamam a realizar atos nos dias 18 e 31 de março junto a direção do MST e do MTST, com o sustento dos reformistas do PCO, e a maioria do PSOL contra o suposto “golpe da direita”.
Enquanto isso, a direção da CSP-Conlutas e das organizações centralizadas no Espaço de Unidade de Ação levantam corretamente um programa de independência do governo e da patronal opositora, mas em vez de organizar as forças da classe operária para preparar e conquistar a Greve Geral, chamam a uma jornada no dia 1º de abril.
Não se trata de definir um calendário em geral, diferente do calendário proposto pela burocracia pelega. Se trata de organizar as forças do conjunto da classe operária para enfrentar de forma certeira o ataque e para voltar a forjar a unidade da classe operária, para acaudilhar as classes médias arruinadas e os camponeses pobres.
Da CSP-Conlutas e do Espaço de Unidade de Ação foram organizadas diversas reuniões de direção durante novembro e dezembro do ano de 2015, e o começo de 2016 foi neste mesmo sentido. Uma reunião de dirigentes que se preparam para lutar contra o governo e a oposição burguesa, contra o submetimento da burocracia, não pode chamar reuniões atrás de reuniões para somente organizar uma jornada em geral, quando o que está colocado é centralizar as fileiras operárias para derrotar o ataque. É PRECISO CONQUISTAR ASSEMBLEIAS DE BASE DE TODAS AS ORGANIZAÇÕES SINDICAIS, POPULARES E ESTUDANTIS DA CSP-CONLUTAS!

É preciso voltar a forjar a aliança operária e popular!
É preciso unificar as fileiras operárias sob um programa que responda a altura do ataque, para organizar e conquistar a Greve Geral!

Já são quase dois milhões de demissões e suspensões em toda a indústria, construção civil e pesada, metalúrgica e petroleira. As universidades, escolas e hospitais sofrem enormes cortes, falta água diariamente nos bairros operários. As condições de miséria levaram a nascessem mais de 2.000 crianças com microcefalia, produto do vírus zika, sem contar com a enorme epidemia de dengue e chikungunya que os milhões de explorados do país sofrem.
Por outro lado, professores e funcionários públicos, de todas as esferas e ramos, começam a sair em greve. Começam a se desenvolver paralisações e ocupações de fábricas. Os jovens secundaristas ocuparam as escolas contra o plano de fechamento de milhares de classes e escolas. Disposição de luta não falta!
Os últimos anos demonstraram de forma confiável que a burguesia só retrocedeu quando a classe operária entrou na luta política rompendo as amarras do podre Pacto Social. 2013 foi sua expressão clara, ações de massas espontâneas nas ruas de todo o país, expulsando os pelegos e os falsos socialistas das marchas ao grito de “Eles não nos representam”, significou que a patronal não pudesse aumentar o transporte e teve que retroceder.
Também vimos nas greves do começo de 2015 no ABC. Os operários da Volks começaram uma enorme greve com piquetes, derrotando os pelegos. Enquanto a burocracia pretendia manter o movimento isolado na fábrica. A patronal ameaçava os operários com demissões massivas, enquanto avançava em despedir no resto das montadoras. Os operários romperam a passividade e o isolamento imposto pela burocracia da CUT e saíram ás ruas, se unificando da Ford e da Karmann Ghia, tomaram as ruas. A patronal teve que suspender as demissões e reincorporar os trabalhadores dessa fábrica. A burocracia impede que isto se generalize, inclusive a direção do Sindicato metalúrgico de São José dos Campos, afiliado à CSP-Conlutas, se negou a generalizar esta luta, assinou as demissões e as suspensões com a patronal da GM e em todas as metalúrgicas que dirige, e o que se generalizou fábrica por fábrica foram as demissões massivas, inclusive onde mais se retrocedeu foi na Volkswagen.

Pela independência dos trabalhadores e de suas organizações do estado. Pela independência política da classe operária. Basta de burocracia sindical! Que voltem todos a trabalhar com um salário de um operário! Deve-se colocar de pé o movimento operário independente dos políticos patronais, seus parlamentos, juízes e ministros testa de ferro de Wall Street! Que vão todos e que não fique nenhum!
Deve-se unificar a luta em uma pauta única de demandas! A luta por educação, saúde, transporte e habitação é a mesma luta por trabalho e salário digno! Deve-se romper todos os acordos assinados na mesa de negociação com a patronal, que entregaram nossas conquistas e deixaram o caminho livre para que a patronal avance nas demissões massivas!
Deve-se levantar organismos que possibilitem a unidade dos trabalhadores em luta! Deve-se conquistar assembleias de base em cada fábrica e estabelecimento, nas organizações de sem-teto e de sem-terra, e em todas as escolas e universidades para organizar um Congresso operário e Popular para lutar unificadamente por todas nossas demandas e impor um plano Operário de Emergência de saída da crise! Deve-se por de pé os Comitês de Autodefesa para enfrentar a repressão do estado! Deve-se preparar e conquistar a GREVE GERAL!

 

Para impedir o Brasil maquila dos parasitas de Wall Street:
DEVE-SE ATACAR A PROPRIEDADE DOS CAPITALISTAS!

  • Fora o imperialismo! Não ao pagamento da dívida externa! Expropriação da banca, sem pagamento e sob o controle dos trabalhadores! Por uma banca estatal única, sob o controle dos trabalhadores, para conquistar créditos baratos para os pequenos comerciantes arruinados e os camponeses pobres!
  • Abaixo o segredo comercial e bancário! Abertura dos livros de contabilidade e das contas bancárias do conjunto da patronal para demonstrar que os patrões fizeram enormes lucros, enquanto os trabalhadores e o povo pobre paga com demissões, suspensões, redução salarial e repressão a suas lutas.
  • Por um plano de obras públicas, baseado na expropriação sem pagamento e sob o controle dos trabalhadores da Odebrecht, OAS, Camargo Correia, e todas as construtoras que se enriqueceram com o saque do país. Ali estão as garantias de conquistar trabalho para todos, habitação e infraestrutura digna para a saúde e a educação.
  • Expropriação sem pagamento e sob o controle operário de toda fábrica que feche, suspenda ou demita trabalhadores, começando pela GM, Volkswagen, Ford, Mabe e todas as transnacionais automotrizes e metalúrgicas.
  • Renacionalização sem indenização e sob o controle dos trabalhadores da Petrobras, Vale, Embraer e de todas as privatizadas.
  • Expropriação sem pagamento e sob o controle das organizações operárias e de camponeses pobres de todos os latifúndios e todas as transnacionais do agronegócio, e da indústria da alimentação, para conquistar terra para todos os camponeses pobres, e conseguir alimento barato para todos os explorados do campo e da cidade.
  • Dissolução de todas as polícias, serviços de inteligência e todos os aparatos repressivos do estado. Por comitês de autodefesa centralizados por região, estado e a nível nacional, de operários e camponeses pobres armados.
  • Dissolução da casta de juízes. Por tribunais operários e populares para julgar e castigar todos os assassinos da classe operária e do povo pobre.
  • Liberdade imediata a todos os presos políticos e desprocessamento de todos os lutadores operários e populares.

 

A libertação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores
PARA QUE A CLASSE OPERÁRIA VIVA, O IMPERIALISMO DEVE MORRER

Para o Brasil existem duas alternativas:
Ou colônia de Wall Street garantida pelo PT pelas mãos da burocracia pelega, impondo o Brasil Maquila, com fome, miséria e massacre no campo e na cidade;
Ou Socialista, retomando o combate que nos expropriaram nos anos 70 e 80, desta vez para triunfar pelo caminho que começou nos combates de junho de 2013, conquistando um governo operário e camponês, e unificado com nossos irmãos de classe de toda América Latina e do mundo

Comitê Revolucionário Operário e Juvenil pela Autoorganização, Brasil
Aderente do Coletivo pela Refundação da IV Internacional – FLTI

 

Fora as mãos dos renegados do trotskismo da IV Internacional!
Fora o Fórum Social Mundial e toda a esquerda de Obama das fileiras operárias!

Vemos hoje os renegados do trotskismo que sustentaram o Fórum Social Mundial falando em nome da “nova esquerda” sustentar abertamente a ofensiva capitalista  sobre os explorados, atuando como verdadeiros carrascos da classe operária: vemos Syriza gerenciando o regime grego da Troika, que encarcera a juventude explorada e liberta os fascistas do Amanhecer Dourado. Vemos o PSOL sustentar o PT com fraseologia “anticorrupção” e vemos seus “dirigentes internacionais” da Intersindical sustentar a restauração capitalista em Cuba, formando seus quadros em Havana, sob o comando da nova burguesia castrista e seus sustentadores da Central dos Trabalhadores Cubanos.
Vemos o PSTU-LIT ir atrás dos passos da burocracia pelega e assinar com as transnacionais imperialistas, como na GM de SJC acordos de “escala móvel de suspensões, demissões e rebaixamento salarial”, e ratifica-lo diante de cada negociação e campanha salarial  metalúrgica, abrindo o caminho para que todas as transnacionais imperialistas e a patronal escravista, imponham o atual ataque contra o conjunto dos trabalhadores, e diante da crise política que está se desenvolvendo se negam profundamente a marcar o norte com uma política pela revolução socialista e atrás da máscara de “independência da burguesia” chama a eleições gerais. Toda sua verborragia de “fora todos” cai pelo seu próprio peso no momento em que definem que a saída é a “eleição geral”, esta não é mais que a reedição que todo o reformista ex trotskista levantou no combate contra Collor de Melo em 1992, sua política foi de “Fora Collor, eleições gerais”, assim salvaram o regime dos anos 90, e assim querem fazer hoje.
Também, vemos o PCO jogando o papel para o qual sempre se preparou: sustentar abertamente o PT contra o suposto “golpe da direita”, junto à burocracia da CUT que abandonou a maioria da classe operária que não está dentro de nenhum sindicato, e dos burocratas do MST que abandonaram os camponeses pobres a sua própria sorte, enquanto se aprofundam os assassinatos e massacres pelas mãos dos pistoleiros comandados pelos fazendeiros e as transnacionais do agronegócio.
Enquanto isso, o conjunto dos pequenos grupos que falam em nome da classe operária e do “socialismo” se dividem entre estas variantes como verdadeiros satélites, para entre todos sustentar o regime burguês do pacto Social, e garantir a sobrevivência deste sistema podre do qual são enfermeiros.
Sua política hoje no Brasil ficou clara no estrangulamento da revolução do Norte da África e no Oriente Médio. As alas da esquerda stalinista e renegados do trotskismo que defendem os bolivarianos, atuando como férreos defensores do genocida Bashar na Síria e do sicário Putin, os que pintaram como “anti-imperialista”. Por outro lado, as correntes da esquerda que defendem uma saída “democrática” com eleições e reformas, como a LIT, a UIT, etc., se dedicaram a sustentar os generais sem batalha do ESL.
Tanto quanto Bashar como o ESL são comandados por Obama, desde a Conferência de Genebra.
Eles têm que explicar! Sua política significou um rio de sangue da Tunísia à Palestina martirizada, com sua maior expressão o massacre dos explorados sírios.
Estes destrutores do marxismo revolucionário e sustentadores profissionais das instituições burguesas, se dedicam constantemente a submeter nossas organizações de luta aos exploradores, e fazem isso “em nome do socialismo”, e inclusive “em nome do trotskismo”. Não vamos permitir!

 

Em defesa do trotskismo e dos combates históricos do proletariado não vamos permitir que continuem enganando os explorados. A mesma farsa com a que no passado garantiram a divisão das fileiras operárias na Venezuela, sob o suposto “golpe da direita” para limpar o caminho paras que Maduro ataque os explorados, é o que querem reproduzir no Brasil para sustentar o PT.
Mas além de enganar a classe operária, inoculam o veneno da docilidade e o pacifismo, posto que nem sequer levantam que para esmagar a reação o proletariado brasileiro deixou uma grande tradição que deveria ser retomada hoje para derrotar a reação e o governo que ataca sem piedade.
No dia 7 de outubro de 1934, na chamada “Batalha da Praça da Sé”, as organizações operárias de forma independente dos patrões e seu estado, organizaram comitês de autodefesa armados e esmagaram o encontro integralista que acontecia na Praça da Sé, ficando conhecido como “Revoada das galinhas verdes”, onde os operários armados com suas milícias esmagaram 5 mil integralistas comandados pelo fascista Plínio Salgado. Neste combate, um punhado de trotskistas sob a direção de Trotsky e do jovem Mario Pedrosa jogaram um papel fundamental, forjados nas lições da guerra civil espanhola, no combate contra a Frente Popular impulsionado pelo lixo stalinista e principalmente pela luta contra o fascismo na Alemanha e na Itália. Na luta política ao interior das organizações operárias, impuseram uma frente única baseada na democracia operária e no armamento dos comitês de autodefesa, esmagando os fascistas que não conseguiram levantar a cabeça até 30 anos depois.
E o combate dos trotskistas não acabou por ai, estes militantes perseguidos pelo governo bonapartista de Getúlio Vargas, que manejava as organizações operárias com mão de ferro, se exilaram na Bolívia e colocaram de pé junto aos mineiros bolivianos o programa das Teses de Pulacayo, que reclamavam a luta pela revolução socialista internacional e o programa para conquista-la nas colônias e semicolônias, unindo o combate dos explorados dos países imperialistas, baseado na independência total do proletariado de seus carrascos, os capitalistas.
Contra a história, para os renegados do trotskismo como o PCO, seus melhores aliados estão nos governos “democraticamente eleitos”, os quais é preciso defender da “direita” para depois conseguir ir atrás dos interesses próprios dos trabalhadores, o que não é mais que um circo para impor o plano de ataque que está sendo levado a cabo pelo governo, em total acordo com a “oposição de direita”.
Aqui estão as lições que todos os reformistas querem ocultar. É sob estas lições e sob este combate que os trabalhadores de forma independente, autoorganizados e armados, poderão esmagar a repressão e os ataques contra os explorados do campo e da cidade.
Basta de Frente Popular! Deve-se colocar de pé o Brasil dos explorados! Basta de submeter os trabalhadores a seus carrascos! Basta de utilizar o socialismo e a IV Internacional para impor a colaboração de classes!

 

LUGAR A IV INTERNACIONAL
A unidade das filas operárias no Brasil e em todo o continente se dará sob a direção da IV Internacional
Seguindo os passos das Teses de Pulacayo e das lições da “Batalha da Sé”, lutando pela independência do proletariado e pela revolução socialista ou seguindo os renegados do trotskismo e da “nova esquerda” aos pés dos regimes burgueses

Pela refundação do Partido Trotskista Brasileiro seguindo os passos de Trotsky e do jovem Mario Pedrosa!
Pela refundação da IV Internacional de 1938!

Já não há dúvidas. Os que falaram em nome do socialismo para sustentar o capitalismo, mostram sua verdadeira cara na medida em que o capitalismo em bancarrota precisa avançar em seu ataque sobre os explorados. Durante décadas submeteram o melhor do proletariado ao PT e a CUT quando estes expropriaram o combate revolucionário dos Comitês de Fábrica  e dos Comandos de Greve nos anos 70 e 80, separaram o proletariado brasileiro do combate revolucionário dos trabalhadores e explorados da América Latina, desviaram  a luta dos operários dos EUA contra a guerra de Bush e submeteram os trabalhadores do continente ao “Bush negro” Obama, e todos juntos, como dissemos, garantiram o estrangulamento da revolução no Norte da África e Oriente Médio.
Nós que se organizam nas filas da IV Internacional, os militantes do Coletivo pela Refundação da IV Internacional – FLTI, lutamos contra o colaboracionismo para que a classe operária recupere o internacionalismo enterrado pelos destruidores do marxismo.
Contra o colaboracionismo defendemos as Teses de Pulacayo: “1- A luta de classes é, a final de contas, a luta pela apropriação da mais-valia. Os proletários que vendem sua força de trabalho lutam para fazê-lo em melhores condições e os donos dos meios de produção (capitalistas) lutam para continuar usurpando o produto do trabalho não pago, ambos perseguem objetivos contrários, significando ter interesses irreconciliáveis. Não podemos fechar os olhos ante a evidencia de que a luta contra os patrões é uma luta até a morte, porque nessa luta se define o destino da propriedade privada. Não conhecemos, contrariamente a nossos inimigos, trégua na luta de classes. A etapa histórica atual, que é de vergonha para humanidade, só poderá ser superada quando desapareçam as classes sociais, quando já não existam explorados e exploradores. Sofismas estúpidos dos colaboracionistas que sustentam que não se deve destruir os ricos, mas converter os pobres em ricos. Nosso objetivo é a expropriação dos expropriadores.  2- Toda tentativa de colaboração com nossos carrascos, toda tentativa de concessão ao inimigo em nossa luta, nada mais é que a entrega dos trabalhadores à burguesia. A colaboração de classes quer dizer a renúncia aos nossos objetivos. Toda conquista operaria, mesmo que pequena foi conseguida depois de uma luta cruel contra o sistema capitalista. Não podemos pensar em entendimento com os subjugadores porque o problema de reinvindicações transitórias subordinamos à revolução proletária. Não somos reformistas, ainda que entregamos aos trabalhadores a plataforma mais avançada de reinvindicações, somos sobretudo, revolucionários, porque nos dirigimos à transformação da própria estrutura da sociedade. ” (III – Luta contra o colaboracionismo classista).
Compare atentamente esta definição de combate determinada pelas Teses de Pulacayo (uma grande lição e um programa revolucionário que a militância internacionalista do proletariado do Cone Sul sob a direção da IV Internacional conquistou) e a política defendida pelos renegados do trotskismo do PCO, PSTU, PSOL e todos os seus satélites.

Ao mesmo tempo as organizações sindicais que dirigem não fazem mais que se vestir de vermelho para impedir que a classe operária organizada nestes sindicatos seja a ponta de lança do combate revolucionário da classe operária e dos explorados. Contra eles o programa dos trotskistas nas organizações operária e sindicais define o seguinte: “temos que nos adaptar às condições existentes em cada país dado para mobilizar as massas não apenas contra a burguesia, mas também contra o regime totalitário dos próprios sindicatos e contra os dirigentes que sustentam esse regime. A primeira consigna desta luta é: independência total e incondicional dos sindicatos do Estado capitalista. Isso significa lutar para converter os sindicatos em organismos das grandes massas exploradas e não da aristocracia operária... na realidade a independência de classe dos sindicatos quanto às suas relações com o Estado burguês somente pode ser garantida, sob as condições atuais, por uma direção revolucionária, isto é, a IV Internacional. Naturalmente essa direção deve e pode ser racional e assegurar aos sindicatos o máximo de democracia concebível sob as condições concretas atuais. Mas sem a direção política da IV Internacional a independência dos sindicatos é impossível.”.  (Negrito nosso, “Os sindicatos na época de decadência imperialista”, Leon Trotsky).
Nem com Lula-Dilma e o PT, nem com a burocracia que faz acordos com a patronal de entre de nossas conquistas, nem com a “oposição” burguesa e a burguesia escravista da FIES-FIERJ.  Com os explorados do Brasil, com os explorados do continente, com explorados do mundo, lutando para recuperar o internacionalismo proletário e pelo triunfo da revolução socialista. Lugar a IV Internacional!